KPop Pop Pop http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br Camila Monteiro é jornalista e estudante de doutorado em música e mídia, amante da cultura pop e uma fã orgulhosa de Bangtan. Wed, 17 Jul 2019 21:04:45 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 O poder da dança: 10 coreografias marcantes do kpop http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/07/17/o-poder-da-danca-10-coreografias-marcantes-do-kpop/ http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/07/17/o-poder-da-danca-10-coreografias-marcantes-do-kpop/#respond Wed, 17 Jul 2019 21:04:45 +0000 http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/?p=1179 Entre coreografias complexas e outras mais simples e fofas – o famoso aegyo -, a dança é uma das principais características do conceito kpop. Logo que adentramos nesse universo, os passos de dança são muitas vezes o que nos chama atenção e faz nosso interesse em seguir dentro desse mundo aumentar. Eu sempre gostei muito de dança. Quando pequena fiz balé, street dance, jazz, já fui em muitos musicais por conta dos coreógrafos envolvidos e em espetáculos de fim de ano, todos por causa da dança como atração principal. Dentro do contexto boyband/girlband, a dança muitas vezes esteve presente, em alguns casos com coreografias simples e levemente cafonas – Backstreet Boys, eu te amo mas estou olhando para vocês – até passos mais elaborados e marcantes como NSYNC e Pussycat Dolls. No entanto nada se compara ao nível que vemos no kpop. BTS, EXO, SEVENTEEN (esses são apenas alguns dos exemplos de grupos atuais) apresentam performances com um nível elevadíssimo, não apenas de dificuldade e exigência física, mas muitas vezes com viés narrativo, nos contando a história da música e fazendo referências a era em questão. Por ser uma parte tão importante desse universo, trouxe aqui algumas das coreografias mais marcantes do kpop, por vezes virais (os grupos nunca tiveram outro sucesso parecido) e outras icônicas e consideradas clássicos do pop coreano.

  • TVXQ – Mirotic

Mirotic é a primeira música que eu lembro quando penso em coreografias icônicas do kpop, apesar de saber que existem outras tão ou mais marcantes. Seja pelo drama envolvido, pela música em si que é ótima e jamais sai da cabeça (I GOT YOUUU UNDER MY SKIN) ou pelos passos de dança bem característicos da segunda geração do kpop, TVXQ não foi um marco do kpop a toa. Vale assistir a versão que Monsta X fez de Mirotic. A performance é tão icônica que já foi reproduzida diversas vezes por grupos mais jovens pois é excelente para mostrar voz, corpo, visual, ou seja, os principais valores que uma boa performance tem a oferecer.

  • SNSD – Gee

Listen boy… my first love story. Essas palavras são suficientes para GEE GEE GEE GEE BABY BABY brotar por todos os poros do nosso corpo. Se Mirotic é icônica pelo valor da performance, Gee é icônica por ser um marco no kpop. Lançada em 2009, a música é aegyo (conceito fofo) no seu auge. A coreografia é fácil de pegar, a música é repetitiva e chiclete, as calças coloridas viraram uma espécie de uniforme e o MV tem todos os elementos necessários para viralizar. O fato de ter o Minho da SHINee fazendo uma ponta é um plus num vídeo que se tornou atemporal.

  • SHINee – Ring Ding Dong

Por falar em Minho e SHINee, aqui temos a minha coreografia preferida das várias que o grupo entregou nesses mais de 10 anos de carreira. Ring Ding Dong é a vitória do auto tune, do carão, dos cortes de cabelo que só dão certo dentro do kpop e de passos de dança incríveis marcados por uma sincronicidade invejável. Todos dançam demais mas aqui já vemos Lee Taemin mostrando o performer acima da média que ele se tornou.

  • 2PM – Again & Again

Again & Again é um daqueles clássicos do kpop que mesmo quem chegou tempos depois nesse universo – eu mesma – é impossível não ver algum grupo atual reproduzindo a coreografia. A música em si foi um grande sucesso, e assim como Ring Ding Dong, também lançada em 2009, as coreografias dessa época eram bem parecidas, com passos marcados, pausas maiores, repetições e transições que lembram o hip hop noventista americano e que dão todo um drama diferente para as performances. O breakdance no fim torna tudo ainda mais icônico.

  • BTS – Blood, Sweat & Tears

Para mim não existe nada mais marcante do que Park Jimin abrindo Blood, Sweat & Tears com o seu famoso “nae pittamnumul” (my blood, sweat and tears em coreano). Foi o MV que me convenceu a dar uma chance a BTS e é o grande motivo de eu ter me tornado apreciadora do pop coreano. A música e o MV seriam incríveis mesmo sem a coreografia, mas sem dúvidas Jimin colocando a mão no pescoço/rosto virou um dos passos mais famosos do kpop e provavelmente o mais icônico dessa terceira geração. O momento é considerado “killing part”, que se refere ao ápice de uma performance, momento mais marcante para o público de forma geral. Eu acrescentaria o ombro de fora também. E Park Jimin de forma geral. Ele é dono desse MV e isso não é fácil pois todos estão ótimos.

  • BLACKPINK – DDU-DU DDU-DU

Muita gente reclama que DDU-DU DDU-DU tem uma coreografia simples e não merece ser considerada marcante pois existem centenas melhores. Eu discordo completamente. Uma performance não precisa ser difícil, cheia de nuances e passos complicados para ser icônica, muito pelo contrário. Muitas vezes menos é mais, e aqui temos um ótimo exemplo disso. O grande valor de Ddu-du ddu-du, assim como Gee, é justamente ser fácil de copiar e “difícil” o suficiente para acharmos que estamos maravilhosas ao recriar a performance. Funciona muito bem para o que se propõe. É só ir em qualquer festa pop atualmente que o sucesso de ddu-du ddu-du se explica em forma de dezenas de corpos suados dançando no meio do salão. Isso é icônico.

  • EXO – Growl

Reassistir Growl me deu saudades de um tempo que nem vivi, que é o de ver a formação completa do grupo. Growl não é apenas uma ótima música como mostra todas as melhores qualidades da EXO. O jogo de câmera, indo e voltando de um grupo para o outro, é das melhores sacadas que a SM já teve (a gente fica meio tonta mas vale a pena). A simplicidade do vídeo, gravado num galpão e trabalhando apenas com luzes, edição e uma coreografia ótima e muito bem ensaiada transformaram Growl num grande hit. Todos dançam muito bem mas Kai e Lay merecem destaque por dançarem ainda mais que a média.

  • EXID – Up & Down

Up & Down tem um dos vídeos mais insanos, irônicos e criativos que eu já vi no kpop, e isso não é fácil pois estamos falando de kpop. As cores, as roupas, o bonecão de posto, os balões de bichos, tudo é bizarro demais e por essa razão, funciona. O MV foi criado pensando em ser reproduzido, principalmente os outfits com calças pretas e blusas neon coloridas. A coreografia novamente simples é o que faz Up & Down memorável. Jamais esqueço de Jungkook, Jimin e Hoseok dançando esse grande hit.

  • TAEMIN – Danger

Se em Ring Ding Dong Taemin já dava sinais de ser um excelente dançarino, em sua carreira solo ele botou os dois pés na porta e chegou gritando ARTISTA. Danger não possui nenhum defeito, e é um dos MVs que eu mando para todas as pessoas que eu conheço que não gostam de kpop mas tem interesse em adentrar esse universo. A música é ótima, o visual é absurdo com Taemin numa mistura de Alex DeLarge de Laranja Mecânica e Janet Jackson no seu auge, e a coreografia é o ápice de um combo de sucesso. Danger estabeleceu Taemin como um dos grandes performers do kpop e hoje, analisando a carreira dele até então, sabemos do valor disso.

  • TWICE – Likey

Likey é quase uma obrigação nessa lista pois foi uma das primeiras músicas que eu aprendi a dançar. Filha de Gee, a música tem passos fáceis de decorar e uma música chicletíssima. ME LIKEY LIKEY LIKEY *fazendo L com a mão* é outro grande caso de repetição e simplicidade que dão certo. As coreografias do grupo, de forma geral, são ótimas para tentar dançar kpop. Atualmente Fancy é a minha preferida pois Breakthrough já é um nível além do que eu consigo emular. De qualquer forma, nada se compara a LIKEY LIKEY LIKEY e por isso, ela figura entre as músicas e coreografias mais marcantes do kpop para mim.

]]>
0
Monsta X chega essa semana ao Brasil com a We Are Here Tour. O que esperar? http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/07/15/monsta-x-chega-essa-semana-ao-brasil-com-a-we-are-here-tour-o-que-esperar/ http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/07/15/monsta-x-chega-essa-semana-ao-brasil-com-a-we-are-here-tour-o-que-esperar/#respond Mon, 15 Jul 2019 17:36:53 +0000 http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/?p=1161

Foto promocional da tour We Are Here (reprodução/Starship)

Na próxima sexta-feira (19), Monsta X volta ao Espaço das Américas em São Paulo, agora com a tour WE ARE HERE e eu tive oportunidade de vê-los semana passada na Wembley Arena em Londres. Foi um sentimento estranho voltar a Wembley pouco mais de um mês depois do show de BTS – que aconteceu no estádio – e ter a sensação similar de pertencimento que os shows de kpop possuem. É uma das peculiaridades que me chama atenção, principalmente por já ter ido em muitos eventos seja a trabalho, pesquisa ou como fã, é interessante notar esses pequenos detalhes, desde o clima do local, o fato de os fãs chegarem muito tempo antes, as filas de merchan, os outfits programados, os nomes dos idols expostos em camisetas e banners, a distribuição de photocards, leques, as lightsticks em mãos e outras tantas características bastante particulares do universo “kapopeiro”.

Embora eu sempre tenha escutado Monsta X – sou particularmente fã de Shine Forever e Dramarama – nunca me considerei uma Monbebe (nome do fandom), seja pela falta de dedicação ou pelo fato de nunca ter acompanhado a carreira deles de perto. Mesmo assim sempre vi os comebacks, conheço e gosto de todos os membros e estava ansiosa com a possibilidade de vê-los ao vivo, especialmente os rappers que sempre se destacaram muito para mim (eu estava certíssima em amar Jooheon e Changkyun). Trouxe aqui alguns momentos da tour que considerei grandes highlights da noite e já adianto que ir ao show de MX foi uma das melhores decisões que tomei nos últimos tempos.

    • Montube & Sete Pecados Capitais

    Quem vai a show sabe que o VCR é necessário não apenas para ajudar na construção da narrativa das performances, mas principalmente no kpop, é o momento em que os idols têm para tomarem uma água, trocarem de roupa e descansarem um pouco. Em WE ARE HERE existem dois VCRs longos e ambos mostram lados diferentes e igualmente interessantes do grupo. Primeiro temos o Montube, um compilado de vídeos de cada membro mostrando como seriam os canais de youtube que eles teriam. Parabéns aos envolvidos pois é hilário. Os vídeos conversam entre si e a edição é ótima, mostrando o entrosamento deles fora dos palcos. Já o outro vídeo é um drama(rama), numa linha bem over, meio Tarantino meets novela mexicana, com cada membro encarnando um dos pecados capitais. O vídeo é tão over the top que é impossível levar a sério, mas como todos são carismáticos, eles nos convencem que aquilo é uma trollagem e a gente entra no dramalhão. Os cortes de edição, novamente, são o destaque, mostrando que existe uma preocupação no valor da produção do show.

          • Joohoney tocando bateria

          Posso adiantar que esse foi o grande momento da noite para mim. Eu sempre gostei do Jooheon – eu não consigo aceitar a mudança de nome para Joohoney – pois ele além de ótimo rapper, é também um excelente cantor (enquanto escrevo estou ouvindo Who do you love? onde ele emula Michael Jackson e é perfeito) e possui um carisma imenso. Ver Monsta X ao vivo me fez admirar ele ainda mais, pois além de todas as qualidades que citei, ele é dono do palco. É muito difícil olhar para outra pessoa quando ele tá ali pulando e dançando de um lado para o outro, mas eu tentei. No momento que ele e Changkyun entraram para cantar e eu avistei uma bateria no palco eu sabia que estava diante DO MOMENTO. E eu estava correta. MX é incrível ao vivo, mas os rappers são certamente o que distingue eles de tantos outros grupos de kpop. Jooheon de regata tocando bateria entrou no hall de grandes momentos de shows que vi ao vivo, e eu já vi muito show nessa vida.

                • Units incríveis

                Não seria justo com os outros cinco integrantes falar apenas da performance maravilhosa dos rappers, pois todas as três Units são ótimas e estrategicamente pensadas. Juntar os rappers é o óbvio, mas um óbvio necessário, que mostra a qualidade deles e faz a gente entender o sucesso do grupo. O que também é um grande acerto é juntar Wonho e Shownu. E sim, você, eu e todo mundo que tava no show sabe muito bem a razão disso funcionar. O fato de ambos sensualizarem na frente de um espelho, se tocarem, e parecerem personagens do próximo Magic Mike, agrega ainda mais valor ao conteúdo ali performatizado. Wonho fica 80% do show quase sem camisa, tentando tirar a camisa ou sem camisa. E eu sei que muitas fãs se irritam com o fato de que ele é mais do que isso e as pessoas acabam falando só do corpo dele. E eu entendi isso bastante vendo ele na minha frente pois Wonho canta muito bem, dança demais, é fofíssimo e uma constante segunda voz e apoio ao Kihyun (claramente o vocal principal do grupo). Porém é impossível não falar do corpo dele pois ele faz questão de mostrar e acho que o mínimo que devemos fazer, é apreciar. Por último (e na verdade, a primeira unit a se apresentar no palco), temos a sofisticação, finesse e bom gosto que Kihyun, Minhyuk e Hyungwon nos entregam. Eu gosto muito de todas as interações Minhyuk e Hyungwon pois eles parecem imã nas coreografias, não à toa quase sempre eles interagem dançando, e ambos têm uma androginia peculiar que funciona muito bem nesse número. Kihyun, o que falar de Kihyun? Vou deixar isso para o próximo tópico pois ele merece…

                  • Kihyun e seu gogó de ouro

                  Eu sempre soube que Kihyun era o grande vocalista de Monsta X, basta escutar os discos e ver performances ao vivo para entender isso rapidamente, porém nada havia me preparado para o tamanho do talento desse homem. É ainda mais impactante pois ele é bem pequeno, mas quando abre a boca todo mundo fica em silêncio e aprecia a voz que sai de dentro dele. Durante todo show é ele quem segura praticamente todas as músicas. O resto do grupo, vocalmente, canta bem e faz o complemento ideal, com harmonizações, segunda e terceira voz que agregam valor as performances e que nos faz compreender o valor do grupo como boyband no seu significado raíz. No entanto Kihyun está em outro nível. Ele é provavelmente um dos melhores vocalistas do kpop, e depois de quase duas horas de show ele continuava segurando todas as notas possíveis e imagináveis. Abaixo trago um vídeo que demonstra todo talento dele:

                    • Hyungwon DJ

                    Logo que comecei a ouvir Monsta X eu fui me familarizando com todos os integrantes, confesso que tive certa dificuldade de me aprofundar no artista que é Hyungwon. Inicialmente ele era “o cara do meme”, com as melhores reações. Ainda bem que evoluímos e não somente amadurecemos ideias como também jogamos fora pré-conceitos e criamos espaços para reescrever pensamentos e opiniões. Hyungwon foi a maior surpresa para mim pós show. Ele não apenas dança muito, como também canta bem e é DJ (!!!). Logo após o “fim” do show, antes dos membros voltarem para o BIS, DJ H.ONE volta primeiro e faz a festa acontecer dentro da Arena com um set que mistura pop e edm e deixa o show mais pessoal, como se a gente tivesse numa festa na casa dele. Em seguida os membros voltam ao palco, tocam junto com ele e a bagunça traduz muito o que é Monsta X no palco: fanfarrões talentosos.

                          • Shownu dançarino

                          Não seria certo fazer uma lista de destaques sem falar dele, o líder Shownu. Eu tinha grandes expectativas em relação a ele, pois sempre foi o integrante que mais me chamou atenção visualmente. E nas entrevistas que vi, sempre considerei ele bastante pé no chão, tímido e com um grande coração. Além de belíssimo e um grande gostoso Shownu é para onde meu olho mais foi depois de Jooheon. Ele é quase sempre figura central do grupo e é o melhor dançarino deles junto com Hyungwon. Quando ele pisa no palco para a unit com Wonho, all eyes on him. Embora ele seja nitidamente tímido, principalmente nos momentos de interação com o público, quando ele dança toda e qualquer timidez vai embora e a gente precisa lembrar de respirar e fechar a boca enquanto assiste. Boa sorte para quem vai ver pela primeira vez, vai precisar.

                            • Wonho sem camisa

                            Eu não ia colocar um tópico apenas para isso pois já falei anteriormente sobre Wonho sensualizando mas ao refletir sobre os grandes momentos do show, achei injusto não dar esse highlight para ele. Apesar dele não apenas ter tirado a camisa como jogado a própria para as monbebes – parabéns para quem pegou -, eu apreciei mais ainda a mudança de outfit dele para um terno preto sem absolutamente nada por baixo. E ele abre o terno, faz body rolls, rebola, fecha o terno, abre novamente, é realmente difícil tentar prestar atenção no que está acontecendo quando Wonho fica brigando com o botão mas a gente supera e sai viva de lá. Eu sou prova disso.

                                  • Muito amor para as Monbebes

                                  Por fim, e provavelmente o mais importante de todos os momentos, foi incrível acompanhar de perto todo amor, carinho e dedicação das Monbebes e do grupo com elas. O fandom é super aberto, todo mundo que interagi é multifandom, gosta de vários grupos e tem um amor especial por MX, grupo preferido da maioria ali. Entre danças, filas, cantorias e trocas de produtos feitos por fãs, as monbebes lotaram a Arena, que comporta mais de 12 mil pessoas. Quando cheguei – 4 horas antes do show começar – o merchan já estava praticamente esgotado e acabei ganhando um leque de uma menina que fiz amizade na fila. Durante todo show as fãs cantam todas as músicas, fanchants e demonstram o grande afeto que elas possuem pelo grupo. E eles sabem disso, são extremamente gratos e dedicam músicas, tempo e palavras bonitas para as monbebes. Não sei se gosto muito do tom meio “amamos vocês como namoradas” que senti em alguns momentos, pois considero isso um problema para muitos grupos na cultura kpop, porém a interação entre grupo e público é bastante próxima, existe uma reciprocidade, eles discursando por um longo tempo, nitidamente não querendo ir embora, e as fãs felizes de estarem presenciando aquele momento único na vida delas. Faz muito sentido o show acabar com By My Side, e o vídeo abaixo com Changkyun sentindo todos os sentimentos, define bastante o momento.

                                  We Are Here é a celebração de um momento importante da carreira de Monsta X, onde eles cada vez mais ganham seu merecido espaço na indústria da música, mostram suas qualidades individuais e brilham quando estão juntos, com uma relação sólida tanto entre os membros do grupo quanto com os próprios fãs. Depois de uma noite agradável, onde fui acolhida por um fandom que, até então, eu não fazia parte, segui o conselho do banner que foi dado na porta, e estou aqui brilhando na minha própria cor. Agora, finalmente, monbebe.

                                  ]]>
                                  0
                                  Playlist: In the Zone http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/07/15/playlist-in-the-zone/ http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/07/15/playlist-in-the-zone/#respond Mon, 15 Jul 2019 12:42:46 +0000 http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/?p=1166

                                  Taemin e Jimin dançando juntos (reprodução/youtube)

                                  Depois de ficar obcecada com o disco novo do Baekhyun (leia aqui sobre), City Lights, eu comecei a conectar as músicas dele com alguns hits de Lee Taemin, passei por LOONA, SUNMI e cheguei até os solos de Jimin e Taehyung. Assim surgiu uma playlist cheia de músicas que saem um pouco do “lugar comum” do kpop. E isso não significa melhor, mas sim que as músicas aqui tem um tom diferente, com produções mais soturnas e arranjos distintos do que a gente costuma ouvir. Não poderia abrir nem fechar a playlist de outra forma. Lie e Goodbye são duas das minhas músicas preferidas, não só do kpop como de toda música pop. Ambas têm o privilégio de serem cantadas e performatizadas por Park Jimin e Lee Taemin, dois dos melhores dançarinos da indústria. In the Zone é, como o próprio nome diz, uma playlist para estabelecer um ambiente – mesmo que no campo das ideias – mais dramático, groovy e sofisticado (dependendo do seu ponto de vista, claro). Selecionei o que considero mais moody do catálogo de Taemin, Sunmi, LOONA, Baekhyun, BTS, CHUNG HA, Jonghyun e EXO.

                                  Deixo vocês com gif 2min (Jimin e Taemin) dançando para melhorar a segunda-feira:

                                  ]]>
                                  0
                                  Esse é o melhor cover de Kill This Love que você verá http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/07/14/esse-e-o-melhor-cover-de-kill-this-love-que-voce-vera/ http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/07/14/esse-e-o-melhor-cover-de-kill-this-love-que-voce-vera/#respond Sun, 14 Jul 2019 13:34:08 +0000 http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/?p=1157

                                  DEKSORKRAO X BLACKPINK (reprodução/youtube)

                                  Em meio a um mar de indicações que o Youtube joga na minha página principal, ontem me deparei com um vídeo cover de Kill This Love que me chamou atenção pois foi postado há menos de uma semana e já tem quase 5 milhões de visualizações. Ao clicar no vídeo, mal sabia que adentraria em um espiral de versões low budget e maravilhosas dos maiores hits de BLACKPINK.

                                  Vejam com seus próprios olhos:

                                  Versões vida real de MVs sã0 bastante comuns na cultura brasileira, país dos memes e subcelebridades que conquistaram fama fazendo suas próprias versões extremamente criativas e engraçadas de clipes populares. Depois de ver Kill This Love fui atrás de mais vídeos e informações sobre o grupo, não sem antes ver a excelente versão – o drama envolvido é absolutamente incrível – de SOLO da Jennie.

                                  O grupo se chama DEKSORKRAO, mora na zona rural da Tailândia e conta com quatro integrantes: Mommaem, Kungten, Som e Kwang. Todos têm entre 6 e 10 anos e dividem o tempo entre ir para a escola e recriar versões criativas dos hits do grupo que mais gostam: BLACKPINK (vale lembrar que Lisa das BP é tailandesa). Quem dirige e edita os vídeos é o irmão de uma das meninas do grupo. 

                                  A versão de DDU-DU DDU-DU que eles fizeram tem mais de 49 milhões de visualizações e 1.3 milhão de likes. O grupo conta com mais de 1.2 milhão de inscritos e recria praticamente todos os vídeos e stages das BLACKPINK. Tudo o que mais desejo é que Lisa, Jennie, Rosé e Jisoo tenham assistido e ficado orgulhosas da inspiração, talento e criatividade envolvidas nos vídeos do grupo.

                                  ]]>
                                  0
                                  Cultura CD: BTS World OST http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/07/12/cultura-cd-bts-world-ost/ http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/07/12/cultura-cd-bts-world-ost/#respond Fri, 12 Jul 2019 23:52:25 +0000 https://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/?p=1138 Essa semana o meu disco da trilha sonora do jogo de BTS, o BTS World, chegou e fiquei surpresa com a qualidade da caixa e a apresentação do produto de forma geral. Mas antes de entrar nos detalhes mais específicos do material eu queria exaltar o quão boa ficou a trilha sonora – que nem sabíamos que ia sair – e como a ideia de ter uma música tema instrumental para cada membro é inteligente e combinou muito bem com a proposta do jogo.

                                  O disco tem como carro-chefe Heartbeat, uma balada meio apoteótica e provavelmente uma das músicas mais bonitas que o grupo já fez. Acompanhada de um vídeo que mostra os membros em realidades paralelas, a principal premissa tanto do jogo quanto do MV está atrelada ao destino; BTS, independente da realidade em que se encontra, está fadado a acontecer. Os planetas se alinham e my heart is on fire for your love. É tudo muito maktub (quem assistiu O Clone sabe do que estou falando), e combina com a ideia que Jungkook tanto acredita, de que todos já tem seus trajetos desenhados, destinos traçados.

                                  O álbum além de Heartbeat e das músicas temas instrumentais, conta com três músicas de units: Dream Glow com Jimin, Jin, Jungkook e particpação de Charli XCX, A Brand New Day com Hoseok e Taehyung e participação de Zara Larsson e All Night com Namjoon e Yoongi e participação do rapper Juice Wrld.

                                  A caixa do disco apesar de bonita pois emula uma espécie de veludo, é também fácil de manchar e sujar ao tocar. Assim como a maioria dos discos de kpop, o produto vem acompanhado de photocard, dessa vez dois, sendo um frente e verso (um é o personagem no jogo e a outra o artista do grupo como ele é) e o outro com os membros de pijama.

                                  Achei interessante que o CD vem acoplado na parte de cima da caixa ao invés de estar junto com o livro de fotos. Livro de fotos esse que merece elogios e destaque pela qualidade do material e beleza. É colorido, holográfico e condiz perfeitamente com o jogo.

                                  Junto com os photocards, temos um ingresso que muda conforme o manuseio (ao mexer, os membros desaparecem e reaparecem, o que imagino, tenha sido intencional pela narrativa do jogo).

                                  Todo material apresentado do universo BTS World é baseado nessa realidade paralela em que os membros se encontram. O photocard de um lado tem o personagem do jogo (Taehyung por exemplo, é fazendeiro) e do outro ele como V, o idol. E o livro de fotos e créditos também é divido pela metade.

                                  De um lado temos a história de BTS e do outro lado temos “A outra história”. O design do livro é interessante e torna o produto – holográfico e já chamativo – em algo mais atraente pois de cada lado ele tem capas e ensaios fotográficos distintos.

                                  Assim como todo álbum de kpop, o disco veio com um pôster que eu obviamente não terei lugar para colocar.

                                  Como praticamente tudo que BTS lança atualmente, as vendas da trilha original de BTS World bateram um recorde de mais de 17 anos, de trilha mais vendida dos charts coreanos com quase meio milhão de cópias. Agora Bangtan possui dois recordes: o de disco mais vendido na história da Coréia do Sul, com Map of the Soul: Persona, e trilha mais vendida de todos os tempos com BTS World OST.

                                  ]]>
                                  0
                                  City Lights traz Baekhyun no seu melhor e bate recordes de vendas http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/07/11/city-lights-traz-baekhyun-no-seu-melhor-e-bate-recordes-de-vendas/ http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/07/11/city-lights-traz-baekhyun-no-seu-melhor-e-bate-recordes-de-vendas/#respond Thu, 11 Jul 2019 21:13:41 +0000 http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/?p=1133

                                  Baekhyun em seu disco de estreia solo (reprodução/SM Entertainment)

                                  Ontem enquanto eu voltava para casa depois de um show incrível da Monsta X (em breve falarei sobre esse grande momento monbebe em minha vida), abri meu Spotify com um único objetivo: ser abençoada pela voz de Byun Baekyun em City Lights. E foi exatamente isso que aconteceu. Já falei anteriormente (especificamente aqui) sobre a minha expectativa em relação ao álbum, principalmente por Baek ser a minha voz preferida junto de Kyungsoo em um grupo de exímios vocalistas como é a EXO. Com seis músicas, City Lights é a síntese perfeita do talento dele dentro e fora do grupo: é atual, sofisticado, simples mas potente e cheio de carisma. Ele não inventa a roda, não existe nada totalmente fora da curva, grandes malabarismos vocais ou momentos apoteóticos e isso é um dos grandes acertos e valores do disco.

                                  O álbum abre com UN Village (vídeo acima), primeiro single do disco e uma escolha bastante interessante considerando que existem outras faixas mais “fáceis” de serem ouvidas, portanto com mais potencial de se tornarem hits. Entretanto, UN Village é slow burn, é krnb (korean r&b) da melhor qualidade com arranjo e produção excelentes que mostram o melhor da voz de Baek. E o MV traduz isso perfeitamente. Logo que eu vi senti falta de uma performance maior, de uma coreografia, algo mais marcante. No entanto quando voltei horas depois para analisar novamente achei o vídeo todo um grande acerto. A simplicidade de ter Baekhyun dando um rolê por ai, se curtindo e fazendo a gente ter vontade de ir com ele até UN Village (que ao pesqusiar, descobri ser um lugar em Seoul). You and Me relax and chillin’. As cores – ou falta delas – e os ângulos são os grandes destaques do vídeo, combinados com as várias trocas de roupas. Agora que Baekhyun trabalha com moda, com sua coleção da Privé, os outfits ganham outra dimensão.

                                  Depois do passeio em UN Village que demos com Baekhyun, e que dá o tom do disco, Stay Up nos deixa completamente in the zone. É r&b, soul, todos os sentimentos envolvidos e tem ótima participação do rapper Beenzino. Os backing vocals feitos pelo próprio Baek são incríveis e mostram a qualidade da voz dele, principalmente quando ele harmoniza com ele mesmo (!!!). A letra da música é autoexplicativa e assim como todo o disco, é bastante explícita. On and on and on nunca fez tanto sentido.

                                  Dois jams depois caímos na música mais comercial e que logo de cara já grita hit: Betcha. Com um refrão fácil de pegar e com rimas pra lá de simples, a combinação de BETCHA, GETCHA e MET YA nunca soou melhor. A música faz a linha mais mainstream, feita para rádio e o diferencial é realmente a voz do Baekhyun. Apesar de eu saber que, musicalmente falando, Betcha não se compara com as músicas anteriores, assim que ela começa a tocar eu 1. já sei cantar e 2. quero dançar. Ou seja, cumpriu seu papel perfeitamente. Se ela for single, com certeza fará sucesso pois é daquelas músicas fáceis de gostar e funciona bem em playlists pop e urban.

                                  Logo que Ice Queen começou já soou internamente meu alerta Lee Taemin. E quanto mais a música foi evoluindo, mais Cultura Taemin ela ficou. E isso é um grande elogio. O disco tem umas nuances bem sensuais, Stay Up e Ice Queen as que melhor se enquadram nessa categoria, e o arranjo e produção chamam atenção. Aqui novamente temos Baekhyun fazendo primeira, segunda, todas as vozes possíveis e existentes e ele é mais do que competente em todas. Se a voz de Baek foi o que me levou a prestar atenção na EXO, Diamond é o momento em que, vocalmente, ele brilha mais no álbum. Para as pessoas que gostam de falsete – eu sou muito facinha para falsete – aqui é o seu momento de fechar o olho e aproveitar quatro minutos de puro eargasm. É sem dúvidas a música mais cheia de alma, flertando com soul noventista, e é onde Baekhyun brinca com a qualidade e alcance vocal que ele possui. Atualmente é a minha música favorita do álbum.

                                  E quando a gente acha que não tem como o disco ficar melhor, ele nos entrega uma bonus track que poderia muito bem ser title track: Psycho. GAME OVER. I’m a psycho I’m a psycho. Essa música é a certeza de que mesmo que ele não faça um MV, as fãs com certeza farão um. Psycho é a música mais grandiosa do disco, com um refrão marcado, uma batida mais frenética, momentos em que ele fala e muda o tom de voz, gritos, tudo isso com GAME OVER sendo repetida diversas vezes ao fundo. O título combina com a música e gosto muito da ideia de o álbum acabar em um tom completamente diferente do início. Psycho é um grande flex da parte de Baekhyun, que entrega uma música desse nível como fechamento desse primeiro excelente capítulo da carreira solo dele. O game over parece estar apenas começando.

                                  E combinando a qualidade de City Lights com a popularidade dele, o disco já bateu vários recordes, sendo o principal o de álbum mais vendido (carreira solo) no primeiro dia, com mais de 400 mil cópias vendidas. Além disso ele ficou em #1 lugar no itunes em 66 países.

                                   

                                  Chanyeol não perdeu a oportunidade de cumprimentar Baek, lembrando que em 12 dias eles devem se encontrar nos charts, pois ele vai lançar oficialmente sua unit com Sehun. O álbum sai dia 22 de julho e se chamará What a Life. Julho está sendo um grande presente para as exol-s.

                                  Enquanto isso, sigo aqui ouvindo City Lights e aguardando performances ao vivo de UN Village – ou qualquer outra música do disco –  pois melhor que Baekhyun no disco, somente ele ao vivo. Resta torcer para a SM fazer uma promoção a altura de um álbum como esse.

                                  ]]>
                                  0
                                  Stranger Tour: EXO e Stranger Things reunidos para especial da Netflix http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/07/08/stranger-tour-exo-e-stranger-things-reunidos-para-especial-da-netflix/ http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/07/08/stranger-tour-exo-e-stranger-things-reunidos-para-especial-da-netflix/#respond Mon, 08 Jul 2019 15:34:55 +0000 http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/?p=1126 Gaten Matarazzo e Kai, Caleb McLaughlin e Suho, competindo juntos. Nunca pensei que digitaria essa frase, mas isso aconteceu e vai acontecer ainda mais, com a divulgação da Stranger Tour, que a Netflix fez para promover Stranger Things na Coréia do Sul. No fim de junho, Gaten e Caleb (Dustin e Lucas) foram para o país e participaram de uma série de eventos promocionais, incluindo uma apresentação da cidade com ninguém menos que Kim Junmyeon (Suho) e Kim Jongin (Kai), líder e centro da EXO, respectivamente. Hoje (8) a Netflix divulgou o segundo teaser do especial. Semana passada, no primeiro teaser divulgado, vimos os meninos de Stranger Things aprendendo a coreografia de Love Shot.

                                  Além de aprenderem a icônica coreografia de Love Shot diretamente com Kai – indiscutivelmente o dono dessa performance – e Suho, eles também passearam acompanhados pelos idols, que guiaram ambos pela cidade de Seoul.

                                  O especial faz parte da Stranger Tour, que irá ao ar no próximo dia 11 pela Netflix.


                                  Ainda fomos agraciados com uma competição entre eles, com Suho e Kai tendo que adivinhar as músicas da EXO “cantadas” por Gaten e Caleb. Não sei se o melhor é Gaten gostando das músicas e se dando conta aos poucos que, de repente ele é exo-l, ou se é Suho decifrando Tempo quando Gaten fala “voz esquisita”. Grandes momentos que nunca pensei que aconteceriam.


                                  Caleb pelo visto não fez apenas a tour Coréia como também a tour kpop. Além de usar vestimentas típicas coreanas e tirar foto com os Kim, ele também encontrou a ala mais jovem da família SM: a NCT 127.

                                  Caleb e NCT 127 (reprodução/instagram)

                                  Agora nos resta esperar pelo dia 11 para ver quem ganha essa competição. Team JonGa ou Team McMyeon (sim, eu inventei esses nomes agora e sou team JonGa por motivos de Dustin sempre icônico)???

                                  ]]>
                                  0
                                  O aguardado solo de Baekhyun vem aí http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/07/04/o-aguardado-solo-de-baekhyun-vem-ai/ http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/07/04/o-aguardado-solo-de-baekhyun-vem-ai/#respond Thu, 04 Jul 2019 19:47:14 +0000 http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/?p=1115

                                  Baekhyun em cena do teaser de City Lights (reprodução/SM)

                                  Hoje saiu o segundo teaser do aguardado álbum de Byun Baekhyun (EXO), CITY LIGHTS, que sairá na próxima quarta-feira, 10 de julho. No início da semana a SM já havia postado um concept film (vídeo abaixo) cheio de cores, muito carão e Baekhyun, todo de branco, em cima de um prédio, olhando para câmera com a tranquilidade de alguém que sabe que o sucesso vem.

                                  No teaser de UN Village temos um pedaço da música que já parece bastante promissora apesar de termos apenas vinte segundos para analisar o conteúdo. A SM adora uma luz vermelha (pense NCT U em 7th sense, Taemin em WANT) e aproveitou para jogar a cor na cara de Baekhyun nos dois vídeos. Não reclamo pois acho o efeito ótimo mas é impossível não perceber a trend da empresa em utilizar um jogo de luz similar com diferentes grupos.

                                  No entanto as cores pouco importam pois estamos diante de um dos debuts solos mais aguardados do kpop. Baekhyun é extremamente popular não apenas dentro da EXO mas na Ásia e ele é uma das vozes principais do grupo. Junto com Kyungsoo – ainda estou sensível com a ida dele pro Exército – ele sempre foi a minha voz preferida deles, e eu, assim como as exol-s, sempre achei um equívoco da SM não dar mais espaço para ele brilhar solo. Apesar de ele já ter lançado músicas sem o grupo, com parcerias de muito sucesso como Dream (feat. Suzy), Rain (feat. Soyo) e mais recentemente We young com o rapper Loco, Baekhyun merecia um disco inteiro só para ele, com conceito, MV, divulgação e performances ao vivo. E finalmente isso ocorrerá. Depois do grande sucesso do primeiro álbum de Chen, Baek é o segundo integrante a lançar seu próprio projeto, e pela popularidade e talento dele, a chance de recordes serem batidos é bem alta.

                                  Hoje ele fez uma live e deu spoilers do que vem por aí. O disco será lançado em duas versões: Day Version e Night Version. Em press release da SM, foi confirmada a participação de produtores britânicos como LDN Noise e Darkchild além de colaborações com os rappers coreanos Beenzino e Colde. Já foram confirmadas seis músicas no mini álbum, a primeira delas é UN Village e a segunda Stay Up (feat. Beenzino).

                                  Baekhyun no lançamento da Privé ano passado (cr. Ahn Yeonhoo)

                                  Além de lançar seu disco solo e se preparar para próxima tour da EXO que começa em breve, Baekhyun também é co-diretor criativo da marca Privé BBH (iniciais dele). A parceria começou ano passado quando o diretor Danyl Geneciran foi contratado para gerenciar a imagem da marca, e ao invés de buscar apenas alguém para modelar e representar a Privé, ele foi atrás de uma pessoa disposta a colaborar artisticamente com o projeto. Danyl já havia trabalhado com a SM anteriormente, lembrou de Baek (e Chanyeol) e depois de algumas reuniões a parceria foi fechada. Desde então, Baekhyun além de cantor e ator (ele já fez alguns doramas), virou também empresário e vem lançando coleções exclusivas com a marca. Depois de dar uma circulada pelo site deles, cheguei a conclusão que os preços não são exatamente baratos, mas como os produtos são exclusivos e não estamos lidando com fast fashion, eu achei razoável (para quem tem dinheiro, claro). As camisas custam em média 40 dólares, moletons 95 e  jaquetas 130.

                                  View this post on Instagram

                                   

                                  GLINT, MANTRA SUNRISE Satin / Lightweight / Relaxed fit AVAILABLE NOW www.privealliance.com

                                  A post shared by Privé Alliance (@privenewyork) on

                                  Em meio a duas baixas no grupo (Xiumin e Kyungsoo se alistaram e ficarão até 2021 fora), julho é um mês movimentado para a EXO, pois a quinta tour do grupo, EXO Planet #5 – EXplOration, ocorrerá entre os dias 19 e 28 desse mês, com seis shows dos álbuns Don’t Mess Up My Tempo e Love Shot. Além da tour teremos solo de Baekhyun e unit com Chanyeol e Sehun, que será lançada dia 22 de julho.

                                   

                                  ]]>
                                  0
                                  Playlist: Produce 101 http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/07/03/playlist-produce-101/ http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/07/03/playlist-produce-101/#respond Wed, 03 Jul 2019 19:29:32 +0000 http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/?p=1112 Com o retorno das I.O.I e lançamento dos ótimos discos da CHUNG HA (ex-I.O.I) e da novata AB6IX (novo grupo de Daehwi e Woojin, ambos ex-Wanna One) que debutou em maio, criei uma playlist com vencedores do reality show Produce 101: I.O.I (2016), Wanna One (2017) e IZ*ONE (2018). O programa é extremamente famoso na Coréia e basicamente forma um grupo de idols baseado nos talentos de cada possível integrante, que é julgado por semana num sistema de pontos (performance, rap, vocal, etc). Muitos idols que participam do reality já fazem parte de grupos menores mas tentam a sorte pois sabem que entrando na formação final, a chance de alavancar a carreira é enorme. Na playlist coloquei os melhores jams dos grupos que ganharm o programa além de músicas dos novos projetos de ex-integrantes como SOMI, Park Jihoon, Sungwoon e CHUNG HA.

                                  ]]>
                                  0
                                  Conectados pelo som: As músicas mais tocantes de BTS http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/07/03/conectados-pelo-som-as-musicas-mais-tocantes-de-bts/ http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/07/03/conectados-pelo-som-as-musicas-mais-tocantes-de-bts/#respond Wed, 03 Jul 2019 11:06:02 +0000 http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/?p=1106 Ontem (2) BTS lançou álbum japonês e além de novas versões para Boy with luv e IDOL, tivemos a faixa-título Lights, que ganhou MV (abaixo). Tanto a música quanto o vídeo mostram uma das principais características e razão do sucesso enorme de Bangtan: a conexão entre eles. Na escuridão, somos luz e estamos conectados pelo som. Isso define bastante a relação deles com os fãs. Quando Namjoon canta “decida você mesmo o que significa ser feliz. Todo dia dê um passo para crescer”, Jimin complementa com “É okay mostrar fraquezas de vez em quando. É okay ser você mesmo” e Jungkook finaliza “Não siga se enganando, tudo está conectado pelo som”, fiquei bastante tocada pois a música sempre foi um refúgio para mim e sei que também é para muita gente. BTS nos lembra constantemente disso, desse apoio incondicional, da importância de parar e prestar atenção no que está acontecendo na nossa volta, nas pequenas coisas, em pessoas, sons, no nosso próprio reflexo.

                                  Inspirada em Lights, fiz uma seleção com as músicas mais tocantes do grupo. Não foi uma tarefa fácil pois Bangtan tem um catálogo extenso com muitas músicas boas cujas letras falam diretamente com a gente, principalmente em momentos difíceis.

                                  • Young Forever – The Most Beautiful Moment in Life: Young Forever (2016)

                                  Abro a lista com o combo que me derrubou no icônico show deles em Wembley (ontem fez exatamente 1 mês do show), com a performance surpresa de Young Forever cantada pelos fãs, seguida de Mikrokosmos. Young Forever é um epílogo do compilado homônimo que reúne as duas partes de The Most Beautiful Moment in Life. Esse período foi crucial na carreira do grupo e o momento em que eles começaram a despontar como grandes nomes do kpop. O momento de transição é refletido nas músicas – pré Era Love Yourself – que abordam as dores e dificuldades de crescer. Jimin já declarou que de vez em quando assiste vídeos das fãs cantando Young Forever e que se emociona muito. No show, ele assim como Jungkook, desabaram enquanto todo mundo cantava o mais alto possível “FOREVER EVER EVER WE ARE YOUNG”.

                                  • Mikrokosmos – Map of The Soul: Persona (2019)

                                  Logo depois de Young Forever e em meio a muitas lágrimas BTS cantou Mikrokosmos. Se a música já é feels no meio do disco, a sensação de ouvi-la num estádio com 70 mil pessoas, luzes na mão e todo mundo – grupo e fãs –  visivelmente emocionados tem todo um outro valor. Foi a ressignificação da canção da forma mais pessoal possível. Novamente eles nos lembram que são nosso apoio. Brilhe, sonhe, sorria. NANANANANANA

                                  Mikrokosmos ainda trouxe outro momento inesquecível com Jimin e Jungkook assistindo a queima de fogos no fim do show:

                                  • 2!3! – Wings (2016) 

                                  Quem nunca precisou contar até 3 para respirar fundo e se acalmar? 2!3! (Still Wishing There Will Be Better Days) é basicamente Bangtan nos oferecendo suporte, dizendo para contarmos até 3 e esquecermos – mesmo que momentaneamente – as coisas ruins que nos cercam. A música virou uma espécie de hino das Armys, e é cantada pelo fandom nos shows do grupo. Pelo valor sentimental e principalmente por estar presente num álbum icônico e soturno como Wings, 2!3! merece destaque por ser fora da curva e por tudo que representa para os fãs. Sempre conecto essa música a um enome cobertor de vó num dia de inverno. Ela é simples, eficiente e reconfortante.

                                  • HOME – Map of The Soul: Persona (2019) 

                                  2!3! paved the way para o grande hit que é HOME, mi casa, su casa, a casa que BTS se tornou para milhares de fãs mundo afora. Namjoon explicou que escreveu a música pensando exclusivamente no fandom e quebrou a cabeça para encaixar uma letra que funcionasse bem com a música. Foi aí que o espanhol entrou na roda em forma de MI CASA. Sou bastante biased em relação a HOME, que não somente é minha música preferida do Persona, como se tornou uma das minhas favoritas de todo catálogo deles (e isso é muito significativo considerando o tamanho e nível dos álbuns anteriores). Gosto muito de como a letra de HOME mostra a evolução do nosso relacionamento fã/idol: eles já estão confortáveis o suficiente para admitirem que estão exaustos, que eles querem ir para casa e que essa casa somos nós, seja aonde for.

                                  • A Supplementary Story: You Never Walk Alone – YNWA (2017)

                                  You never walk alone tem um nome bastante autoexplicativo e é uma espécie de complemento e fechamento do grandioso Wings. E essa não é uma tarefa nem um pouco fácil considerando a quantidade de músicas icônicas do catálogo do grupo que se encontram no disco. O significado de wings dentro do Universo Bangtan é enorme e até hoje existem referências as asas, sejam elas nossas, deles ou de ambos. Em YNWA, Hoseok canta que ele quer voar mas não tem asas, mas que as nossas mãos se tornam asas e ajudam ele a superar momentos sombrios. Mais uma vez existe a reciprocidade, o entendimento que o relacionamento que estabelecemos com eles, fã/idol, é uma via de mão dupla: eles estão lá para nos ajudar em momentos difíceis mas a gente tem um papel fundamental para eles seguirem lá. Essa caminhada nunca será solitária.

                                  • Magic Shop – Love Yourself: Tear (2018)

                                  Ao pensar nas músicas que colocaria aqui me dei conta que não tinha nenhuma do meu álbum preferido de BTS, o Love Yourself: Tear. Foi então que lembrei de Magic Shop, desse lugar especial criado para os fãs do grupo buscarem ajuda. Essa narrativa ficou mais explícita e foi bem explorada no último Muster (evento de fãs) do grupo que aconteceu em junho. Nela temos Jimin como dono do magic shop, Jungkook indo buscar auxílio e o restante do grupo (Namjoon, Hoseok, Taehyung, Seokjin e Yoongi) como Doutores em suas habilidades mais marcantes: Namjoon é lógica e mente, Hoseok é corpo e dança, Taehyung é arte e fotografia, Seokjin é arte de comer e Yoongi de descansar. De forma bastante lúdica, os filmes do Muster Magic Shop mostram como a diversidade de Bangtan combinada com a união do grupo é a principal razão para o sucesso deles, não apenas como artistas mas principalmente como seres humanos. O fato de Jungkook ter escrito uma parte da música a torna mais especial. Infelizmente a música foi cortada da última tour, mas tive o prazer de cantar “I’LL SHOW YOU” em resposta ao “SO SHOW ME”, na Love Yourself Tour, que ocorreu ano passado. É daqueles momentos que a gente não esquece.

                                  • Heartbeat – BTS World OST (2019)

                                  Apesar de ter sido lançada há menos de uma semana, Heartbeat já figura como uma das músicas mais cheias de sentimentos que Bangtan já fez. E ela foi feita para um jogo, portanto a chance de vermos performance dela ao vivo é remota e isso é levemente triste. A força de Heartbeat, além da letra e melodia, é o vídeo que a complementa. Ao traçar um paralelo entre a vida que os membros provavelmente teriam em outras realidades e a trajetória atual deles como idols, temos o alinhamento dos planetas em imagens incríveis e belas nos falando sobre destino. Youniverse, Universe, my heart is on fire for your love. Não importa a timeline, BTS sempre estará conectado (vou ser obrigada a rever Your Name do Makoto Shinkai depois de tudo isso).

                                  • Spring Day – YNWA (2017)

                                  Se eu tivesse que definir BTS em apenas uma única música, ela seria Spring Day, não só pela forma como ela representa várias qualidades do grupo mas principalmente por mostrar o  impacto que eles têm na vida das pessoas. O mv é bastante singular e se destaca pela história e por ter referências  – bastante artísticas –  sobre problemas sociais crônicos na vida dos coreanos. Spring Day é sobre perda e saudade, sentimentos universais que foram ilustrados e eternizados de forma bastante sensível no vídeo. Não a toa, a música já está há mais de 124 semanas no top 50 do Melon, um dos maiores charts musicais coreanos. Apesar de ter um vasto catálogo de músicas tocantes, Spring Day é a que melhor sintetiza o conceito de “conexão pelo som”, que o grupo trouxe em Lights.

                                  BOGOPSHIDA

                                   

                                  ]]>
                                  0