KPop Pop Pop http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br Camila Monteiro é jornalista e estudante de doutorado em música e mídia, amante da cultura pop e uma fã orgulhosa de Bangtan. Fri, 20 Sep 2019 21:14:31 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 K-Drops: Medley de Feel Special das TWICE, teaser do KARD, Jennie e Rihanna http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/09/20/k-drops-medley-de-feel-special-das-twice-teaser-do-kard-jennie-e-rihanna/ http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/09/20/k-drops-medley-de-feel-special-das-twice-teaser-do-kard-jennie-e-rihanna/#respond Fri, 20 Sep 2019 21:14:31 +0000 http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/?p=1445
  • Saiu o Medley de Feel Special das TWICE 

Hoje saiu o aguardado vídeo com previews das músicas do próximo disco das TWICE, Feel Special. Depois de uma série de mini vídeos individuais belíssimos e foto baile de debut com vestidos longos e muitas jóias, a JYP liberou o medley com spoilers da nova era e, ao que tudo indica, o grupo seguirá na mesma linha de Fancy You, com foco no girl crush mais do que no aegyo – o que eu particularmente acho ótimo – e agora com mais participação do grupo nas letras. Pelos créditos podemos ver que Rainbow foi escrita por Nayeon, Get Loud por Jihyo, Trick it por Dahyun, Love Foolish por Momo e 21:29 por todas as integrantes juntas. É muito bom ver essa participação aumentando e agora mais do que nunca aguardo ansiosamente por esse comeback que acontece na próxima segunda-feira (23).

    • BTS curtindo o inverno e provavelmente gravando nova temporada de BV

Bangtan não está mais de férias e ficamos sabendo disso desde o início da semana quando o grupo foi visto em Incheon, aeroporto de Seoul, com pau de selfies, microfones e equipe, pois eles voltaram direto para a gravação de algo não reveleado, mas que todos nós imaginamos que seja a quarta temporada do Bon Voyage. Por causa das férias, que a princípio pareciam mais longas, foi descartada a possibilidade de o grupo gravar o reality de viagem deles, mas pelas imagens que o grupo vem postando, eles estão curtindo essa etapa das “férias gravadas” em um lugar frio (grande chance de ser Nova Zelândia).

Jimin, Namjoon, Yoongi e Jin postaram fotos num lugar que parece ser extremamente bucólico, com montanhas, animais e muita neve. Lembro que ano passado na terceira temporada, em Malta, o grupo disse que queria visitar um lugar frio no futuro.

Aqui temos Yoongi no meio da neve, o que indica que o desejo deles finalmente foi atendido. Já imagino Jin esquiando como o profissional que ele é. Saberemos se tudo isso procede no fim do ano, ou ano que vem, quando a temporada for ao ar (ou se a BH quiser se pronunciar antes).

    • KARD voltará em breve

Quem também retornará com material novo é o KARD, todos trabalhados em conceito baseado na mitologia grega, as fotos individuais dos membros foram inspiradas em deuses e a faixa principal Dumb Litty foi produzida por BM. Vivemos em uma era muito interessante onde os idols estão cada vez mais livres para produzir seu próprio conteúdo. KARD já é um grupo diferente pela sua essência e formação, em uma indústria onde idols sofrem por simplesmente olharem na direção de uma mulher, existir um grupo misto quebra barreiras que parecem ridículas, mas infelizmente ainda existem.

E eles soltaram um teaser da dança também, que já indica o nível de hard jam que teremos diante de nós. O single será lançado no próximo domingo (22). E sim, estamos iniciando uma temporada intensa de grandes comebacks.

    • Chen (EXO) faz 28 anos e revela nome das faixas do novo álbum 

Hoje os trending topics estavam cheios de hashtags e homenagens ao grande vocalista Kim Jongdae, o Chen. I CAN’T BELIEVE – eu sou impossibilitada de falar sobre ele sem gritar I CAN’T BELIEVE, me perdoem – que ele já está fazendo 28 anos e lançando seu segundo mini álbum, Dear my dear. Depois do grande sucesso que foi seu primeiro disco, April, and a flower, o cantor volta seis meses depois com um novo disco e a SM divulgou hoje os nomes das faixas, arte (sempre pinturas belíssimas) e calendário com as datas dos releases das imagens e teasers. O álbum sai no primeiro dia de outubro.

    • Monsta X lança Love U e remix de Who do u love?

Se você assim como eu desejava uma versão de Who do u love? sem French Montana infelizmente trago notícias ruins, pois além de não terem tirado o rapper, colocaram Will.I.Am na faixa. Will.I.Am já faz algum tempo que só entrega coisas muito erradas e aqui não foi diferente, num remix completamente desconexo e que tirou o que a música tinha de melhor.

Mas o grupo lançou junto uma faixa nova em inglês intitulada Love U que é um pop feito pra rádio, sem comprometer muito mas também longe de ser um bop como Who do u love?. Gosto muito da MX mas tenho várias ressalvas quanto a essa nova estratégia deles e da empresa em focar no ocidente e em músicas completamente cantadas em inglês. É um movimento que estamos vendo cada vez mais e que parece querer agradar um público que não merece toda essa atenção. Farei um post sobre isso num futuro próximo pois existem diversos fatores (indústria, dinheiro investido, alinhamento de produtores gringos, promoção em rádios locais) que merecem uma contextualização maior. Por enquanto deixo vocês com o jamzinho ocidental:

    • Seventeen apresenta performances do novo disco, An Ode

Se até pouquíssimo tempo eu estava presa no universo reveluv e no disco solo do Baekhyun, agora posso dizer que estou quase me tornando uma carat. Sempre admirei o talento de Seventeen e ouvia algumas músicas ocasionalmente, especialmente o You made my dawn que saiu no início do ano e repleto de ótimas músicas, porém An Ode mudou meu status e se antes eu gostava e ficava atenta, agora eu estou vendo compilados deles no youtube, assistindo lives e salvando fotos no meu celular. Ou seja, significa. As performances ao vivo do grupo são sempre muito esperadas pois eles têm as melhores coreografias e os 13 são extremamente talentosos. Ao ver Fear eu só fiquei imaginando como seria o stage e não me decepcionei:

E além de Fear eles apresentaram também a versão coreana de Happy Ending e Snap Shoot, a faixa mais Seventeen e divertida do disco novo. É incrível ver eles em conceitos completamente distintos e igualmente ótimos. Jeonghan não está mais Targaryen mas segue atraíndo o meu olhar por onde quer que ele passe.

    • Jennie (BLACKPINK) conheceu Rihanna

Para alegria das blinks, Rihanna pisou em Seoul essa semana para promover a Fenty Beauty e em um dos eventos que a marca promoveu, Jennie não apenas estava presente como tirou fotos ao lado da cantora. Obviamente as fãs já estavam clamando por uma collab (porém todos sabemos que Rihanna agora está focada na expansão de sua marca e sabe-se lá quando teremos esse ícone de volta. Saudades ANTI, um dos melhores shows que fui na vida).

Jennie, teve seu momento fangirl quando Riri tocou nela e rolou uma identificação pois se ao lado dela estivesse, reagiria da mesma forma.

    • #ClimateStrike e Kim Namjoon

Hoje foi dia de uma das maiores greves feitas esse ano, mundialmente, em prol dos problemas das mudanças climáticas e do descaso de diversos governos ao tratarem de um assunto tão importante e com impacto direto no nosso futuro (e presente). Ao ler sobre os protestos espalhados pelo mundo – foram muitos e gigantescos – avistei o cartaz abaixo e sorri: Esse mundo está ficando mais quente do que Kim Namjoon (BTS). E a pessoa está correta. Ver ativismo e cultura (k)pop se misturando é sempre muito interessante (e faz parte do que pesquiso desde o meu mestrado) e importante, ainda mais contextualizando com as causas que o próprio BTS apoia. Parabéns aos envolvidos.

  • Você pode mandar mensagem para SuperM

E se você quiser conversar com um dos integrantes da SuperM, novo mega grupo da SM que irá debutar em outubro, você pode pois hoje eles divulgaram um telefone e estão esperando ansiosamente pelas mensagens das fãs. Confesso que acho isso levemente esquisito e não entendo como funciona essa dinâmica, sem contar toda questão de alimentar sentimentos que ressaltam a parte negativa da cultura dos fãs. No entanto só o futuro dirá como essas mensagens funcionarão e estarei atenta para escrever aqui cenas do próximo capítulo desse whatsapp kpopper.

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Com performances repaginadas, Queendom mostra a força das mulheres no kpop http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/09/18/com-performances-repaginadas-queendom-mostra-a-forca-das-mulheres-no-kpop/ http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/09/18/com-performances-repaginadas-queendom-mostra-a-forca-das-mulheres-no-kpop/#respond Wed, 18 Sep 2019 23:54:20 +0000 http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/?p=1428 Já é costume dentro do kpop a formação de grupos em programas de tv, através de reality show, com idols competindo para ver quem conseguirá lugar na formação final. Produce 101 atualmente é o mais conhecido deles e de lá saíram grupos bastante populares como Wanna One, IOI, IZ*ONE e mais recentemente a X1. TWICE, Monsta X, Stray Kids, são alguns grandes grupos que foram formados também em realities e conseguiram estabelecer um considerável número de fãs por causa dessa jornada televisonada. Alguns mais do que outros, dependendo da popularidade dos programas.

É então que entra o mais novo reality show da MNET: Queendom. Confesso que assim que li sobre a dinâmica do programa, torci o nariz pois pensei que seria um grande desserviço para grupos femininos influentes do kpop. Explico: o novo show reúne grandes nomes femininos da música coreana em uma competição para ver quem é mais popular em uma série de “comebacks”. As participantes se apresentam semanalmente com performances repaginadas de seus hits e cantando hits das “rivais” e ao fim serão lançadas músicas inéditas; quem conseguir somar mais pontos no sistema deles (existe todo um sistema de pontos para calcular a popularidade das músicas na Coréia e os programas semanais dão prêmios que colaboram para possíveis vitórias nos shows de fim de ano) sairá vencedora. Por isso o nome Queendom, já que o reality promete coroar a rainha das rainhas.

O programa teve sua estreia nos últimos dias de agosto e acabará em outubro, quando as finalistas lançarão seus singles novos para disputarem quem domina os charts. A vencedora terá comeback completo bancado pelo canal e os nomes que estão na disputa não são nada desconhecidos. Temos a única solista, Park Bom, um dos pilares da icônica e agora inexistente 2NE1, além de famosos grupos atuais como Mamamoo, (G)I-DLE, AOA, Lovelyz e OH MY GIRL. A minha preocupação em ser um show que colocaria mulheres umas contra as outras, da pior forma possível, caiu por terra quando vi os primeiros dois episódios, pois todas se interessam e ficam surpresas pelas performances de todo mundo. E o canal conseguiu reunir um grupo muito talentoso, com vários nomes que produzem, escrevem e criam suas próprias músicas e portanto possuem uma ótima noção do que funciona em uma competição marcada por novos arranjos e remixes. Acima temos o melhor momento do programa até então com as AOA cantando Egotistic, originalmente das Mamamoo. Jimin começa dando a letra – ela é uma excelente rapper -, o grupo modificou totalmente a música e retrabalhou a coreografia, trouxe um novo significado a canção e virou a “zebra” da competição.

Mamamoo e IDLE são dois dos melhores grupos femininos do kpop atual, principalmente em performances ao vivo, e ambas não ficaram muito atrás das AOA com performances de Good Luck e LATATA. Mamamoo é conhecida pelo gogó de ouro, e aqui podemos ver que mesmo quase caíndo, Solar é incapaz de desafinar. Isso é talento.

Já IDLE possui ninguém menos que Soyeon, rapper, produtora, letrista, e líder do grupo. Tudo isso com apenas 21 anos. Apesar de o grupo ter uma carreira ainda curta, o que não faltam são hits e elas entregam sempre performances marcantes, remixadas e jamais repetem conteúdo.

Quem também merece destaque é a própria Park Bom, que depois de uma série de contratempos na carreira – tudo na YG é complicado – está aos poucos voltando a se apresentar, teve um interessante comeback no início do ano e é muito querida do público, afinal 2NE1 foi um grande fenômeno que abriu portas para a terceira geração do kpop. Ela ainda não está 100%, mas só de vê-la de volta, fazendo o que ela faz de melhor, já é válido.

Até as performances que não são tão aclamadas  como a de OH MY GIRL (acima), são sólidas, o que comprova a qualidade do programa. Todos os grupos parecem comprometidos em mostrar seu melhor e isso torna a competição bem mais interessante. Eu nunca fui de acompanhar os realities coreanos, todos os grupos que saíram dos programas eu conheci depois de formados, mas Queendom faz o movimento contrário, ao invés de construír grupos, ele desafia as participantes a se desconstruírem, recriarem suas performances e pensarem em novos conceitos. E é bastante satisfatório acompanhar os diversos caminhos que canções de sucesso poderiam ter tido em outras mãos.

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An Ode traz Seventeen mais adulto e conceitual sem perder a essência http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/09/17/an-ode-traz-seventeen-mais-adulto-e-conceitual-sem-perder-a-essencia/ http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/09/17/an-ode-traz-seventeen-mais-adulto-e-conceitual-sem-perder-a-essencia/#respond Tue, 17 Sep 2019 23:06:08 +0000 http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/?p=1430 SOMEBODY TELL ME WHAT SHOULD I DO, assim em negrito e caixa alta, é como eu me sinto ao falar sobre essa nova era da Seventeen. O grupo retornou ontem com o disco – full album!!! com onze músicas!!! – An Ode, repleto de excelentes hits cujas produções distintas e ao mesmo tempo coesas, mostram a evolução do grupo, agora mais adulto, conceitual mas sem perder as características principais que transformaram eles em uma das boybands coreanas mais bem sucedidas da atual geração (em vendas eles só ficam atrás de BTS e EXO).

Depois de teasers com muito carão, glitter e Jeonghan parecendo uma mistura de família Targaryen com família Malfoy, a expectativa para o mv de Fear era gigantesca e mesmo assim quando eu acabei de ver pela primeira vez eu fui incapaz de formular um pensamento. Tive que rever pelo menos umas cinco vezes para conseguir, assim, ordenar os pensamentos e sentimentos. Seventeen sempre foi um grupo cuja principal característica são as canções feel good com coreografias insanas. O fato de o grupo ser dividido em três setores: vocal, rap e performance facilita a vida pra quem tá adentrando o universo carat (fãs do grupo são chamadas de carats) pois temos 13 membros – sim, 13 e não 17, resta aceitar – para conhecer. No entanto todos cantam e performam muito bem, e as lines se perdem com tanto talento que o grupo possui. Fear não é apenas uma página virada na história do grupo, e sim o início de uma outra saga.

A distribuição em Fear é justa e todos conseguem brilhar muito em seus respectivos momentos porém esse MV – e era inteira – pertence a Joshua e Jeonghan. Ambos exímios vocalistas, entregam as partes mais memoráveis de um vídeo que é todo bom. É inicialmente impactante ver o grupo com um conceito visualmente distinto para eles, mais sério e soturno. Quem prefere o grupo em sua versão bubbly pode não apreciar da mesma forma Fear, porém o que vemos é uma evolução natural; todos eles cresceram e exploram conceitos que já foram feitos por outros grupos, mas agora com a marca deles. E é nesse momento que percebemos a qualidade absurda que Seventeen possui. Dentro do kpop são inúmeros os grupos que passam por essa fase de crescimento, ternos pretos, make e carão, mas poucas são de fato memoráveis. Fear não somente está lá, como cria um novo leque de possibilidades para o grupo ousar ainda mais em futuras performances e comebacks.

Antes de Fear existir, o grupo havia lançado mês passado HIT, que abre o disco An Ode e é como se fosse uma ponte entre as eras. Eles já estão com outfits, maquiagens, e atitude completamente diferentes – Mingyu de cabelo azul ficará na sua memória por um tempo -, repetindo que estamos diante de uma música hit (HIT SONG). A coreografia, como sempre, é destaque. Muitos grupos dançam bem, poucos alcançam o mesmo nível de Seventeen, seja pela dificuldade, criatividade ou sincronicidade, o grupo é a definição de dance beasts, e HIT só corrobora isso. Se a letra não é das melhores, todo resto faz a gente relevar e apreciar visuais e movimentos impecáveis.

E o restante do disco é uma sucessão de acertos, abraçando diversos gêneros e mostrando que o team performance possui gogó de ouro, na ótima – e minha favorita junto de Fear – 24/7. Hoshi, Dino, Jun e The 8 brilham em um r&b slow burn fazendo uma linha Usher e NeYo em seus respectivos auges. Network Love é outra música que merece destaque, um house pop, com ótima produção e uma batida ideal para uma coreografia house dance cheia de footwork pra lá e pra cá que Seventeen faria com perfeição. Já visualizei o momento e espero que ocorra graças a força do meu pensamento. Back it Up é caos e confusão com um edm já bastante difundido no kpop. As transições e pausas elevam a qualidade da música onde ouvimos o mantra B-B-B-BACK IT UP inúmeras vezes. O álbum ainda conta com Snap Shoot que é sem dúvidas o momento borderline nostálgico, trazendo a essência do grupo já quase no fim do disco. Gosto da ideia de mostrar novas ideias mas no fim relembrar fãs e público em geral do que eles são feitos. A letra é ainda mais significativa pois nos lembra de parar e gravar os momentos importantes que estão diante de nós. 

An Ode é o caminho natural de um grupo que vem numa crescente nos últimos anos, tanto em números de vendas quanto de fãs, e mostra que é possível – e necessário – mostrar versatilidade sem apagar todo o caminho que eles traçaram para chegar até aqui. Se no presente o grupo já é das melhores coisas que aconteceram no kpop atual, o futuro promete passos mais ousados e caminhos ainda mais interessantes.

Deixo vocês com a melhor sequência de imagens possível:

Joshua 1 x 0 Elenco de Euphoria

A sobrancelha e o make do Vernon

Jeonghan, dono e proprietário dessa Era.

 

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Playlist da semana: Garota?! http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/09/13/playlist-da-semana-garota/ http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/09/13/playlist-da-semana-garota/#respond Fri, 13 Sep 2019 21:54:04 +0000 http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/?p=1424 A playlist do fim da semana é dedicada aos melhores jams dos grupos femininos que mais escuto. Já fiz algumas playists girl power mas dessa vez reuni só hits bate cabelo, ótimos para ouvir antes de festas (ou cozinhando, faxinando e qualquer outra atividade que permita uma bela coreografia). Resolvi não colocar nenhum solo (Jennie, Hwasa, Sunmi e Chung Ha estariam aqui) e focar nos grupos dessa vez. Abri com Gleam pois além de amar Mamamoo, se tornou uma das minhas músicas mais escutadas nesse último mês. IDLE, TWICE, LOONA completam o set junto com as minhas queridas – e agora sem chance alguma de retornar ou comemorar a década de vida – f(x).  Não podia faltar os grandes jams das BLACKPINK, CLC e as novatas ITZY e EVERGLOW que mesmo com pouco tempo de estrada já possuem músicas e MVs excelentes. Por fim mas não menos importante, sigo com a agenda de enaltecer Red Velvet sempre que possível pois ando numa fase reveluv.

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Parasita é o filme que 2019 precisa http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/09/10/parasita-e-o-filme-que-2019-precisa/ http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/09/10/parasita-e-o-filme-que-2019-precisa/#respond Tue, 10 Sep 2019 19:35:58 +0000 http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/?p=1401 “Sabe qual plano nunca falha? Não ter plano nenhum”. Dias depois de assistir Parasita, novo filme de Bong Joon-Ho que levou a Palma de Ouro em Cannes e marca o retorno dele aos filmes coreanos após quase uma década – no meio do caminho ele fez Snowpiercer e Okja -, eu sigo pensando nessa frase. Não sabia se trazia ou não para o blog uma review do filme, mas depois de ter visto não apenas uma, mas duas vezes e de ter ficado extremamente impactada, cá estou.

Cena do filme Parasita (2019)

Parasita é um daqueles filmes que merece ser assistido sem muito conhecimento prévio, por isso farei aqui um malabarismo para falar sobre sem entregar muito o plot pois estamos diante de uma obra que merece ser apreciada da forma mais plena possível. Joon-Ho é um exímio diretor e conhecido por fazer cinema de gênero. Apesar de Snowpiercer ser muito bom e de Okja ter seus momentos, ele brilha mesmo na sua língua materna (The Host, Memories of Murder) e Parasita não poderia ser mais coreano, atual e importante.

O filme conta a história da família Kim (mãe, pai e um casal de irmãos), que precisa se amontoar no banheiro para conseguir pegar sinal de wifi onde moram. Em meio a caixas de pizza para tentar reciclar e conseguir algum dinheiro e insetos infestando o apartamento, é estabelecido desde o início que a família vive em situação precária. Sem oportunidades, wifi e comida, é através de um amigo (interpretado por Park Seojoon, famoso ator de doramas e amigo de Kim Taehyung de BTS) que eles conseguem encontrar uma solução para vencerem na vida: trabalhando para a rica família Park.

Um a um, os integrantes da família Kim vão se inserindo dentro do contexto da família Park, composta por uma mãe que se preocupa com as atividades extracurriculares dos filhos: uma adolescente que precisa de um tutor de inglês – essa foi a deixa para os Kim entrarem na narrativa – e uma criança com dotes artísticos que precisa de direcionamento e uma professora de artes. Acompanhar a forma como os Kim ocupam o mesmo espaço que os Park é o que move a primeira parte do filme, e abrange de forma sutil – e outras nem tanto – a temática principal de Parasita que é a desigualdade social na Coréia do Sul. Os espaços apresentados se tornam personagens tão importantes quanto as famílias: o sufocante apartamento caindo aos pedaços e quase subterrâneo dos Kim e a vasta casa dos Park, onde nada parece acabar, com uma janela para o quintal que parece uma tela de IMAX. Conhecendo os trabalhos de Joon-Ho, tudo foi detalhadamente pensado.

O filme lembra em alguns momentos Nós, o terror-social de Jordan Peele, também responsável pelo excelente Corra!, mas Joon-Ho entrega momentos tipicamente coreanos em um filme que é difícil definir em que gênero se encontra. Inicialmente parece que estamos diante de um filme de “quadrilha”, torcendo para os menos afortunados, porém existem momentos chave que mudam completamente a direção, narrativa e ritmo dos acontecimentos. E isso acontece pois estamos diante de personagens que se encontram dentro da “zona cinza”, como o próprio diretor comentou na série de entrevistas que ele vem dando na temporada de Festivais de Cinema. Em tempos de cultura do cancelamento e polarizações políticas acentuadas, onde tudo é muito preto ou branco, falar sobre pessoas que estão no meio do caminho é muito mais difícil do que parece e Parasita faz isso com maestria. É possível gostar, desgostar e entender absolutamente todos os personagens.

Se no início do filme conseguimos até rir de alguns momentos, do meio para o fim o sentimento muda completamente conforme as realidades dos Kim e dos Park vão se entrelaçando e ressaltando as dores e crueldades do capitalismo, do que deu errado, do que há de mais desumano entre nós. A trilha sonora, quase inexistente, é pontual em marcar as reviravoltas do filme e principalmente o final. Logo depois que o filme acabou eu fiquei olhando para o teto por uns cinco minutos e pensando em tudo que tinha acontecido, em como chegamos nesse ponto como sociedade e que Mr. Kim tem razão: é melhor não ter planos.

 

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Cultura CD: EXO Vol. 4 – The WAR: The Power of Music http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/09/10/cultura-cd-exo-vol-4-the-war-the-power-of-music/ http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/09/10/cultura-cd-exo-vol-4-the-war-the-power-of-music/#respond Tue, 10 Sep 2019 16:15:06 +0000 http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/?p=1413 Essa semana o unboxing é também throwback/rewind pois temos o repacakge da EXO, THE WAR: The Power of Music, lançado em 2017. Além do hit (shimmy shimmy) Kokobop, o disco conta com uma das melhores músicas do grupo – e definitivamente melhor coreografia-: The Eve. Um dos motivos de eu ter comprado essa versão é por ter achado parecida com uma caixa de jogo de tabuleiro. E ao abrir confirmei minhas suspeitas, só faltando dados e peões para rolar um jogo (certeza que fãs já pensaram nisso e criaram algo em cima do material). Apesar de não ter photobook, o disco vem com tanta coisa: cards com nomes, poderes, duas versões de cada, uma espécie de panfleto estilo jornal com as letras e créditos das músicas, um pedaço da HQ do grupo e mais cards gigantescos e interessantes pois são divididos em duplas, com metade do card sendo o rosto de um membro e a outra metade do outro. Abaixo mostro com detalhes tudo que vem dentro do disco (é muita coisa):

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Gogó de ouro: performances ao vivo que mostram a força do kpop http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/09/07/gogo-de-ouro-performances-ao-vivo-que-mostram-a-forca-do-kpop/ http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/09/07/gogo-de-ouro-performances-ao-vivo-que-mostram-a-forca-do-kpop/#respond Sat, 07 Sep 2019 21:52:20 +0000 http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/?p=1397 Esse fim de semana resolvi rever alguns shows da SHINee e é sempre muito esquisito lidar com o misto de sensações que dá ao ver o grupo em sua composição original, com Jonghyun sendo o grande ícone que ele é (foi, é, sempre será). E a minha relação com tudo isso é recente, portanto sinto uma parcela de síndrome de impostor, de não poder me sentir mal por algo que nem vivi. A morte dele sempre será um assunto delicado e não focarei nela aqui – nem em momento algum, pois não acho que seja meu lugar de fala – porém é impossível rever os shows e não ficar tocada, sentida e impactada pelo performer que ele foi. Assim, eu me inspirei e busquei algumas performances ao vivo que considero excelentes e que derrubam teorias infundadas de que no kpop as pessoas são robôs que não sabem cantar ao vivo (2019 e tem gente ainda com esse discurso).

  • SHINee – Ring Ding Dong + Lucifer

Abro a lista com a própria SHINee e seus gogós de ouro, principalmente com Jonghyun, Jinki (Onew) e Taemin. A SM é conhecida por reunir trainees cujos talentos vocais são muito acima da média, e Jonghyun para mim é o maior deles, pois além da voz ele tinha uma presença de palco absurda e dançava muito. Todos os cinco membros da SHINee são bons ao vivo mas Jonghyun é outro nível e isso fica claro quando assistimos os shows do grupo. O timbre único combinado com a potência vocal que ele tinha transformavam ele numa força enorme em cada performance, e as vezes eu sequer lembrava que ele estava num show com o restante do grupo. O fato de a voz dele e do Jinki terem um constraste perfeito faz com que tudo funcione muito bem ao vivo, principalmente com Taemin, Kibum e Minho como vocais de apoio. Eu poderia ter colocado qualquer vídeo de qualquer turnê deles pois em todos eles soltam o gogó de ouro, porém selecionei dois clássicos do grupo: Ring Ding Dong e Lucifer. Os gritos de Jonghyun em Lucifer sempre serão icônicos.

  • MAMAMOO – Medley no MGMA 2019

O segundo gogó de ouro da lista vai para Mamamoo com sua apresentação maravilhosa no MGMA em agosto. Ouvir uma versão rocker de Gogobebe cantada toda ao vivo já teria sido o suficiente mas elas foram além, tocaram instrumento com direito a coreografia, pausa dramática e harmonizações que deixam qualquer grupo com inveja. Atualmente não há grupo dentro do kpop que harmonize tão bem como elas. Solar é a maior voz do grupo mas tanto Wheein quanto Hwasa também possuem uma qualidade vocal muito acima da média, e Moonbyul é excelente rapper. E vale lembrar que todas elas participam do processo de criação das músicas, escrevendo e produzindo, artistas de verdade. E elas se dedicam muito nas performances ao vivo que são sempre diferentes e viram um grande evento. Seja num set acústico, performance bate cabelo ou cover (Solar cantando Fire de BTS é maravilhoso e você precisa ver aqui), Mamamoo entrega sempre conteúdo da melhor qualidade.

  • EXO – Sessão acústica na tour EXO’rDIUM

Esse é o momento que toda exo-l sofre em silêncio ao avistar o OT9 junto, com Lay não apenas participando do show como também tocando violão muitíssimo bem ao lado de Chanyeol. Se tem uma característica que a EXO possui é a de ter uma vocal line inteira com gogó de ouro. Kyungsoo, Baekhyun, Chen, Suho e Xiumin são exímios vocalistas, e tanto Kai quanto Chanyeol cantam melhor do que fazem rap. Apesar de Chen ser considerado pela maioria como A grande voz do grupo, muito pela potência e extensão vocal que ele possui – que de fato merece destaque – considero o combo Kyungsoo + Baekhyun as minhas vozes preferidas, que mesmo num grupo repleto de vocais ótimos, se destacam pelos timbres diferentes. Logo que comecei a escutar EXO percebi que toda vez que eu gostava de um momento da música, era um deles quem estava cantando, dessa forma aceitei que eu tinha sim preferências. No entanto o sucesso do grupo é realmente a união das vozes de todos. Suho pode não cantar as partes principais nas músicas mas ele é um conector essencial, fazendo pontes que marcam (a bridge dele em Tempo é arte), e Xiumin me lembra muito Howie dos Backstreet Boys, pois é um grande coringa no suporte das harmonias. Ambos aparentam não participarem da linha de frente vocal mas uma vez que tu escuta os discos tu entende a importância da voz deles ali. Abaixo podemos ver como as vozes se complementam bem e deixam claro o porquê de EXO ser um dos maiores grupos de kpop de todos os tempos.

  • Red Velvet – Automatic

Eu gostaria muito de ter a possibilidade de colocar aqui um vídeo de Kingdom Come ao vivo, mas infelizmente nunca tivemos a oportunidade de presenciar tamanho acontecimento. A SM está nos privando desse momento, porém o que não faltam são apresentações ao vivo mostrando o gogó de ouro e principalmente, estabilidade e harmonia, que Red Velvet possui. Automatic é uma das melhores músicas do grupo e deu um pontapé inicial no melhor conceito delas, o velvet, full r&b, saíndo um pouco do kpop bate cabelo e nos mostrando vocais de diversas cores, ricos e as melhores bridges que o kpop pode oferecer (Wendy e Joy, estou olhando para vocês). O que eu gosto nessa performance especificamente é que não é um showdown de quem berra mais, ou mostra notas altas, e sim uma demonstração intimista de vozes diversas, com características distintas que se complementam perfeitamente. Wendy está até meio nervosa, mas no decorrer da performance tudo flui muito bem e todas brilham.

  • BTS – Let Me Know

Ah Let Me Know, essa grande canção feita por ele, Min Yoongi, incapaz de fazer uma música mais ou menos. Sempre falamos muito de como BTS tem uma rap line e dance line incríveis, mas fora do fandom existem muitas críticas em relação a vocal line não ser tão boa quanto, o que considero um grande equívoco. A vocal line de Bangtan não é “tradicional”, principalmente se pensarmos na SM, uma vez que a principal característica na voz dos membros são os timbres, únicos, e a combinação delas reunidas. Jimin (minha voz preferida de BTS) e Taehyung possuem vozes que se destacam em qualquer música que eles cantam. Basta um segundo para identificar, e isso eleva eles a um outro patamar no meio de um mar de artistas. Já Jungkook, vocalista principal do grupo, possui uma estabilidade impecável e o dom de transformar tudo que ele canta em algo ainda melhor (os covers dele são todos maravilhosos). Jin é uma força cada dia maior e se no início ele não tinha tanto espaço e ainda crescia como vocalista, hoje em dia ele é quem mostrou maior crescimento, tanto nas técnicas como ele coloca sua voz quanto nas harmonizações que ele faz (geralmente com o Jimin, e todas excelentes). Além de juntarem vozes tão diferentes, BTS também conta com uma rap line que eventualmente canta e frequentemente faz segunda voz. Hoseok é voz de apoio em praticamente todas as canções atuais do grupo e tanto Namjoon quanto Yoongi vêm cantando cada vez mais em seus solos. Mas o mais importante mesmo é que BTS é péssimo em dublagem e por isso eles quase nunca fazem, portanto as performances deles são praticamente todas ao vivo e a gente pode apreciar o gogó de ouro de todos.

  • NCT (Taeil, Doyoung & Haechan) – No Longer

Seguindo a tradição da firma – SM – a NCT é cheia de ótimos vocalistas, no entanto a gente as vezes tem dificuldade de perceber o quão talentosos esses vocais realmente são por causa da quantidade de gente, unit, conceito e principalmente foco excessivo na rap line. Mark e Taeyong são claramente os rostos mais conhecidos do grupo e se destacam por serem bons e também pelo tempo de tela que eles possuem em um grupo gigantesco. O crescimento da NCT 127 nesse último ano veio também pelo fato de os últimos álbuns terem dado mais espaço para a vocal line. Taeil e Doyoung carregam as músicas nas costas muitas vezes apesar de a câmera pouco mostrar eles – isso me incomoda consideravelmente – já Haechan é dono de uma voz única que também faz a linha “ouvi 1 segundo e reconheci”. O timbre dele é o mais fora da curva, pois tanto Taeil quanto Doyoung possuem o vozeirão clássico de músicas de doramas, tradicional e bastante consagrado na cultura e mercado fonográfico coreano. No vídeo abaixo podemos ver em ação essas diferenças, com Taeil e Doyoung numa chuva de high notes e Haechan juntando tudo e deixando mais coeso. Gogó de ouro é o que não falta nesse vídeo.

  • TAEYANG e Lee Seojin – Eyes, Nose, Lips

Eu não sei quantas vezes eu já assisti essa performance mas posso garantir que foram vezes o suficiente para eu decorar cada nota, reação dos jurados e sorrisos com os olhos que Taeyang dá. Uma das principais vozes da BIG BANG e com vários hits solo, Taeyang ganhou daesang (um dos principais prêmios musicais coreano) por Eyes, Nose, Lips, uma daquelas músicas que você provavelmente conhece mesmo sem saber. Todas as performances solo dele dessa música são ótimas porque ele tem muito gogó, mas nada se compara ao dueto que ele fez no programa Fantastic Duo junto de Lee Seojin. Foi a primeira vez que ele fez dueto com uma mulher e a química deles é tão grande, as vozes combinam tão bem e ele não tenta em nenhum momento brilhar mais do que ela, muito pelo contrário. É o melhor exemplo de dueto que podemos estabelecer e é impossível ver apenas uma vez.

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Hits escondidos: 7 B-Sides do kpop que você deveria escutar http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/09/06/hits-escondidos-7-b-sides-do-kpop-que-voce-deveria-escutar/ http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/09/06/hits-escondidos-7-b-sides-do-kpop-que-voce-deveria-escutar/#respond Fri, 06 Sep 2019 19:56:19 +0000 http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/?p=1390 Toda semana temos vários lançamentos de grupos de kpop e praticamente umas duas vezes ao ano – as vezes mais – os nossos grupos preferidos retornam com um mini disco, novo conceito e músicas inéditas para serem apreciadas. Com isso, muita coisa acaba passando batido. É difícil acompanhar tanto conteúdo e dependendo da nossa filtragem pessoal – o que eu chamo de gatekeeping musical – grandes jams acabam ficando no vácuo por puro fluxo intenso de material. E faz bastante sentido, pois vivemos numa era de muita informação, gravadoras e grupos por todos os cantos. E mesmo quando selecionamos já nossos grupos do coração, algumas coisas também acabam sendo esquecidas pois ficamos presos em singles e músicas que estão sendo promovidas intensamente. Por causa disso, resolvi criar uma lista com sete músicas que não foram singles mas que deveriam.

  • Kingdom Come (Red Velvet)

Que Perfect Velvet é a grande obra da carreira das Red Velvet isso todas as reveluvs já estão cientes, agora Kingdom Come nunca ter tido um vídeo é um dos maiores equívocos do kpop atual. Em defesa da SM, em um disco cheio de músicas muito acima da média, não é fácil escolher o que vai ser promovido. Kingdom Come é a melhor música das RV e acabou virando uma espécie de canção cult, pois os fãs estão cientes da qualidade, valor e do quão subestimada a música foi. A canção é a melhor representante do conceito velvet do grupo, um r&b que só elas – e Mamamoo – entregam no kpop atual pois é preciso de gogó e conceito bem estabelecido. O que me chama atenção aqui é o fato de Kingdom Come remeter a girlbands antigas como En Vogue e Destiny’s Child, sem perder as principais características das integrantes do grupo, e atualizar algo já excelente. Indico fortemente escutar com fones para apreciar cada modulação vocal.

  • HOME (BTS)

A quantidade de música de Bangtan que eu queria colocar nessa lista era enorme mas resolvi ter bom senso e selecionei esse grande jam que em menos de seis meses já se tornou a minha segunda música mais tocada do grupo (sim, eu controlo isso pelo lastfm). Home é a melhor música de Map of the Soul: Persona, também traz elementos old school, e começa com Namjoon dizendo que está exausto e quer voltar para casa. E nós somos a casa. Mi casa, su casa. Jamais esqueço a live que ele fez explicando a produção do álbum e dizendo que ele não conseguia encontrar nenhuma palavra para encaixar e que “my home” não soava bem. Foi daí que surgiu o MI CASA. Jimin cresceu muito nesse álbum e em HOME podemos ver o auge dele, que só não carrega nas costas a música pois estamos falando de BTS e todos se complementam muito bem. A maior injustiça foi HOME ter ficado de fora da turnê Speak Yourself. Até hoje ninguém entendeu esse equívoco. Ainda bem que eles performaram no Muster e tivemos a oportunidade de ver ao vivo essa preciosidade.

  • SIGN (EXO)

Não sei quão popular ou impopular é essa opinião, mas Don’t Mess Up My Tempo é o melhor disco que EXO já fez. É maduro, sofisticado, cheio de músicas com potencial de hit, tem coesão e não soa como a grande maioria dos EDMs pop ou latinidades que tomaram conta do kpop nos últimos tempos. A SM perdeu a oportunidade de divulgar esse belo disco como ele deveria. Ao selecionar qual música colocaria aqui fiquei bastante em dúvida entre Sign e Gravity, mas percebo que Gravity foi mais tocada e enaltecida de forma geral e resolvi fazer um “justice for Sign”. Já começo destacando as minhas vozes – e bias – do grupo que dominam o refrão: Kyungsoo e Baekhyun. Já sabemos que EXO é boyband raiz em harmonizações e que todos cantam muito; Sign sintetiza isso muito bem principalmente por conseguir conectar a imensa vocal line com a rap line. Muitas vezes sinto uma diferença de qualidade muito grande entre essas linhas, o que acaba afetando a minha relação com a música. Tanto Chanyeol quanto Sehun entram muito bem na música que é um dos melhores b-sides que eles já tiveram.

  • Curve  (SUNMI)

LEE SUNMI. Essa sou eu gritando sempre que posso o nome dessa mulher para todo mundo ouvir. Fiz recentemente um texto sobre a carreira dela (leia aqui) onde expliquei a força e talento que é Sunmi. Ela não possui uma música mais ou menos, todo catálogo dela, desde os tempos de Wonder Girls, é impecável, e digo isso sem exageros. Logo que pensei nessa lista, Curve veio direto na minha mente pois é quase um jazz, sensual, calma e toda vez que eu escuto me traz uma paz e ao mesmo tempo me dá vontade de ir a um bar tomar um drink e observar pessoas interessantes ao meu redor. A música também parece ótima para pole dance ou qualquer dança sensual a sua escolha. Vale lembrar que as miyanes, fãs da cantora, consideram a música um hino gay pois ela claramente está se referindo a alguém com curvas na letra. A cantora já mostrou apoio as causas LGBTQ+ várias vezes, portanto faz sentido. E foi ela quem escreveu pois Sunmi é artista.

  • End to Start (NCT 127)

Uma das maiores surpresas do ano para mim até então foi o quão bom é Awaken, o primeiro disco japonês da NCT 127. O disco além de trazer versões de hits já conhecidos do grupo como Cherry Bomb e Fire Truck, possui músicas novas muito boas e o álbum é mais coeso e até mesmo superior aos que eles lançaram em coreano. Porém o que nos ajuda muito a não esquecer desse disco é a última música dele: End to Start. Logo que ouvi pela primeira vez fiquei bastante impactada pois, confesso, não esperava algo assim da NCT 127. O refrão é uma espécie de mantra com todos harmonizando e repetindo “gotta end it tonight to start again, ready for a new flight, time for a slayin'”. A vocal line brilha muito. Doyoung e Taeil são donos da música mas é o trabalho em equipe que faz a canção ficar com a gente. A música tem uma característica etérea que faz ela parecer trilha de algum filme ou jogo épico, e a letra é igualmente boa. Jamais entenderei como wakey-wakey foi single japonês em um álbum que tem end to start. Cultura SM de péssimas escolhas.

  • Stone Heart (TAEMIN)

Se Lee Sunmi é minha solista preferida na ala feminina, na ala masculina temos ele, Lee Taemin. Assim como Sunmi, não existe um erro sequer na carreira solo de Taemin. Todos os discos são bons, conceitos bem trabalhados, vídeos incríveis, voz, corpo, performance, carão, fashion, tudo. Porém Move eleva tudo isso e é, para mim, o melhor disco dele. Por ser um disco tão bom é fácil esquecer dos b-sides, ainda mais um que vem em seguida de Thirsty, outro single de sucesso. Stone Heart merece ser lembrada pois começa quase como uma balada e o arranjo dá uma reviravolta; a música toda é essa gangorra de ritmos que começam e acabam de repente e funcionam perfeitamente bem. E só funcionam bem pois Taemin canta com uma calma peculiar, levemente diferente das outras músicas, nos passando a ideia de total controle do caos musical que estamos escutando.

 

  • HOT (TWICE)

Se existe um disco que eu considero importante na carreira das TWICE, esse disco é Fancy You. Não apenas pela qualidade das músicas mas principalmente por ter dado espaço para as integrantes participarem ativamente da produção do álbum. E também por ter saído um pouco do conceito aegyo que por mais fofo que seja, acaba se tornando repetitivo e ineficaz em mostrar o talento que as meninas possuem. Fancy You é praticamente todo trabalhado em cima do conceito girl crush, as coreografias são mais elaboradas e as músicas permitem que a gente visualize melhor a evolução do grupo. Hot pode não ter sido selecionada como single principal pois Fancy existe – e é um excelente jam – mas possui todas as qualidades para isso. O fato de a Momo ter ajudado a escrever só valoriza ainda mais o hit. O refrão é o que eu chamo de pop perfection, um bate cabelo de muita qualidade que é complementado com uma ponte final perfeita na voz de Mina (Ohh Catch me if you caaaaan). A voz de Mina fica para sempre na nossa cabeça, assim como AH AHA UHU.

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Let me love you: Serendipity completa 2 anos http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/09/04/let-me-love-you-serendipity-completa-2-anos/ http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/09/04/let-me-love-you-serendipity-completa-2-anos/#respond Wed, 04 Sep 2019 19:01:19 +0000 https://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/?p=1377 402 vezes. Eu escutei a versão completa de Serendipity 402 vezes. É isso que o meu lastfm, rede social que eu uso desde 2007 para ter controle sobre o que eu consumo musicalmente, me diz. Vale lembrar que antes da versão longa eu escutava muito a Intro: Serendipity, o que aumentaria esse número para a casa dos 500. Em um ano, a nova versão do solo de Park Jimin se tornou a música que eu mais escutei desde que criei minha conta, há mais de 12 anos. E hoje, ao ver no topo dos trending topics as comemorações do fandom para os 2 anos da música, eu resolvi rever todos os vídeos das performances, incluindo os que gravei com minhas próprias mãos.

Eu não sei o quão explícita já fui em posts anteriores, mas Jimin foi quem me trouxe ao kpop, a BTS, a todo esse universo que hoje habita não só meu cotidiano como fã, mas principalmente como jornalista e pesquisadora. E foi a combinação da voz extremamente peculiar que ele tem, com um domínio de palco único que me transformaram em uma grande fã dele e do grupo. Apesar de Lie ser icônica, dramática e completamente fora da curva, mesmo num catálogo diverso como o de Bangtan, foi Serendipity que eu repeti diariamente como um mantra nesses últimos anos.

E nessa contextualização de Serendipity, nada mais justo do que começar lá do início, com Kim Namjoon – sempre ele – em uma de suas já tradicionais lives, mostrando a demo da música, com ele mesmo cantando. Existem vários fatores que fazem a gente ligar os pontos e entender o enorme sucesso que BTS faz, mas eu considero esses momentos do Namjoon explicando música por música, tomando um café, levantando para ir ao banheiro, sendo interrompido constantemente, como um dos pilares do relacionamento que a gente estabelece com o grupo. E esse sentimento não expira. Digo isso pois hoje fui rever a live para ouvir Serendipity e senti a mesma proximidade, certa vergonha e orgulho que ele tem de ter escrito uma das músicas mais bonitas e bem sucedidas do grupo.

Mas o que afinal é serendipity? O primeiro contato que tive com o termo foi através da comédia romântica com Kate Backinsale e John Cusack, onde ambos acabam se encontrando várias vezes ao acaso. Lá se vão 18 anos – fiquei levemente chocada quando vi que o filme foi lançado em 2001 – e essa sorte atrelada a um destino meio maktub, onde tudo parece estar escrito, dá o tom a música.

Serendipity completou com êxito a difícil tarefa de abrir a era Love Yourself, depois de um hiato considerável do grupo que estava vivendo o auge com a turnê da grandiosa Wings. Para muitos Wings é o melhor disco de BTS (para mim é o segundo, pois Love Yourself: Tear existe), e sem dúvidas foi um divisor de águas na carreira deles. Seja pela estética, pelo hit Blood, Sweat and Tears ou pelos solos, a Era Wings foi muito marcante e a transição dela para a Love Yourself foi cirurgicamente pensada com Serendipity, seguindo uma linha completamente distinta e dando início a um dos ciclos mais importantes da carreira de Bangtan, explorando amor próprio e autoestima.

Na canção, Jimin é quase um Pequeno Príncipe, sozinho, segurando seu balão amarelo, dizendo que nada é por acaso e que ele é nosso Calico Cat (fun fact: quase não existem calico cats machos, portanto o gato aqui foi usado como uma referência a Jimin ser único, difícil de ser encontrado). Abaixo temos imagens dele interagindo com o gato nos bastidores do vídeo.

Embora eu goste muito do MV, confesso que sinto falta de ver Park Jimin dançando, ainda mais uma música como Serendipity. E aí entra Brian Puspos e a turnê Love Yourself, que nos deram a possibilidade de enfim ver Jimin dando vida a música com seu corpo. E ninguém dá mais vida a qualquer música que seja do que ele. Jimin e Jungkook já haviam dançado anteriormente uma coreografia de Puspos (boa sorte em sobreviver depois de assistir). No vídeo a seguir vemos uma comparação da coreografia original com Puspos dançando e Jimin com suas adaptações.

Jimin é um dos melhores performers do pop e podemos ver isso claramente nas diversas apresentações de Serendipity nas turnês Love Yourself e Speak Yourself. Seja um sorriso a mais, um movimento levemente diferente, ele estourando bolhas, essas pequenas nuances cativam quem assiste, principalmente fãs que já decoraram os passos e se encontram diante de uma nova performance toda vez que ele pisa no palco.

Acima temos Jimin se apresentando na turnê de Love Yourself e abaixo em Speak Yourself, onde ele sai de dentro de uma bolha, como se ele estivesse num globo de neve (daqueles cafonas que a gente compra em viagem).

Tive a oportunidade de ver Serendipity ao vivo quatro vezes, duas em cada tour, e fiquei surpresa com as pequenas modificações e grande profissionalismo do Jimin. No primeiro show em Wembley a bolha simplesmente não “estourou”, ele ficou preso dentro dela, o público todo nervoso sem saber o que iria acontecer, mas ele se saiu muito bem, seguiu cantando e eventualmente conseguiu se livrar da bolha e prosseguir com o restante da performance.

Outro aspecto que me chama atenção em Serendipity é o fato de ser completamente diferente de Lie, solo anterior do Jimin na Era Wings. Lie era soturna, sexy, dramática e Serendipity é terna, movimentos fluidos, Jimin sorrindo, bolhas de sabão, são performances diametralmente opostas e que mostram as infinitas possibilidades que o talento dele cria.

Serendipity na Speak Yourself Tour

Serendipity sendo apresentada na tv coreana pela primeira vez

E finalmente Jimin estourando bolhas na Love Yourself Tour:

Serendipity, intro e versão completa, tem mais de 110 milhões de execuções no Spotify e é a intro de BTS mais bem sucedida até então no youtube, com 114 milhões de visualizações. Obrigada Jimin, pela voz e performance, e obrigada Namjoon por ter escrito essa bela obra.

Deixo vocês com Khalid assistindo ao show de BTS e dizendo que Serendipity é o jam dele.

 

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Playlist da semana: Calm Groovy, músicas que trazem paz http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/09/03/playlist-da-semana-calm-groovy-musicas-que-trazem-paz/ http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/2019/09/03/playlist-da-semana-calm-groovy-musicas-que-trazem-paz/#respond Tue, 03 Sep 2019 19:33:53 +0000 http://kpop-pop-pop.blogosfera.uol.com.br/?p=1371 Essa semana eu volto com uma playlist menos específica – ainda estou na fase Bem Velvet das RV sim – e composta de músicas que me trazem paz. Até as mais agitadas que coloquei aqui são um bate cabelo de leve, groovy, cheio de sentimentos. A necessidade de abrir com Tokyo foi enorme pois não há música que inicie melhor o conceito paz interior do que essa. Obrigada Namjoon. Aliás, Mono inteiro poderia estar aqui mas prezei pelo bom senso e criei algo diversificado. Além de Namjoon, temos as minhas preferidas de Red Velvet pois ainda to numa fase fortíssima reveluv. Epik High fez um dos melhores discos do ano e sempre que posso coloco um dos jams nas minhas playlists, assim como Baekhyun com o excelente City Lights. Na ala mais agitada eu trouxe a nova e já preferida LALALAY da SUNMI, além de CHUNG HA com Gotta Go, (stan)LOONA com a ótima Butterfly e Jimin Park dando tchau para a JYP em grande estilo com Stay Beautiful. Minhas queridas Paradise e Seesaw de Bangtan complementam o mood do set junto de alguns b-sides da EXO, ATEEZ e GOT7. É uma playlist que mistura vários hits com lado B de grandes grupos. E achei de bom tom finalizar com End to start, uma das melhores músicas da NCT 127, que por sinal é japonesa e não coreana.

Espero que essa seleção de 1 hora de groovy jams traga alguma paz nesse ano conturbado para todos nós.

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